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Olá!

Seja bem vindo(a) ao Xulispa, nêgo!
o site/weblog do Leonardo Silva.



Por que Xulispa? Estava o Léo e sua cabeleira eriçada passeando pelas ruas de Coronel Fabriciano quando grita o menino surpreso: "Xulispa, nêgo!" - Foi o suficiente para virar um apelido carinhoso. Se você nunca ouviu falar nessa pessoa chamada Leonardo Silva, melhor começar clicando em "quem?", <- aqui ou no menu de navegação ao topo ^. Este site foi desenvolvido para mostrar os trabalhos desenvolvidos por ele - o Léo, assim como seu histórico profissional, notícias, fotos, vídeos, entre outras coisas. Aliás, mais outras coisas. Geralmente, você encontrará os textos escritos em 1ª pessoa, pois é o próprio Leonardo quem fez e mantém este site. Sugestões de assuntos para serem abordados, críticas, opiniões, também são muito bem vindos. Para isso basta entrar em contato ou se preferir, envie um e-mail para xulispa@xulispa.com.br. Não deixe de conferir as outras áreas do site. Comente, deixe um recado no mural, envie por e-mail as coisas que gostou, vote nas enquetes, sinta-se em casa.


Um abraço cordial.



Funcionalismo Público

De volta da tempora distante do site, vou chegando aos poucos para alegria (ou tristeza) dos leitores. Fiquei surpreso com o monte de e-mails que acumulam em alguns dias sem ligar o computador.

Um desses e-mails me chamou atenção. Um e-mail do tipo resposta automática que chegou de uma divulgação feita pelo MUNDOCLOWN, site que gerencio. Para o seu desprazer:

Meus familiares que são funcionários públicos que me perdoem. Quando eu li a mensagem pensei: "é funcionário público ou atendente de telemarketing". O ".gov.br" de um dos e-mails confirmou.

É por esse tipo de coisa que o Brasil é show! Se é que você me entende.

A dádiva, vi

de longe
um sorriso reconhecido
gargalhou imenso
ao que possível
terceiro poderia imaginar
ter esquecido

veio interamente cheio
confiante
sem receio
de uma silhueta amiga
de um amigo
querido

davi
n'outro poema disse
é dádiva
eu vi
meu filho
mais que amado
melhor amigo

Feliz 2009!

Já que o ano de 2009 está começando, vale relembrar aqueles momentos em que toda a família se reúne para comemorar. Alguns na frente da TV, outros no quarto, os famintos na cozinha e os necessitados, bem, os necessitados...

Que 2009 seja repleto de sucesso, realizações, saúde, interatividade e bobagens incotroláveis! Sem piriri!

São meus mais sinceros desejos.

Hohoho e dois mil e oito é quase nove

"Ouié!"

Sei que já passou o Natal e como a ocupação, mesmo em datas tão específicas, toma conta de praticamente cem por cento do tempo, deixei atrasar minha mensagem.

Mas não me avexo não, baião de dois. Como diz o ditado, antes tarde do que nunca.

É incrível como chega essa época, a "massa" começa a desejar boas coisas, festas, felicidades e o que mais for bom, para o próximo. Se minha caixa de e-mails já lota em qualquer época, fim do ano é uma loucura.

Eu desejo pra todo mundo, em qualquer época, boas festas e felicidades. Mas agora, estou seguindo o "fluxo": Que seus sonhos sejam mais bonitos e se realizem. Torço para que vida seja mais agradável, com mais humor e interatividade, entre todos esses que vivem em nosso planeta.

Tomara que o seu Natal tenha passado feliz e que o Ano a chegar seja também!

Ia colocar aquela imagem do "voto de boas festas", mas acho que tá meio batido.

Com carinho, do Leonardo Silva.

Só faço o que me der na TEIA

Na verdade o título pode ter uma variação, trocando "der" por "derem". Fica até mais apropriado para o que aconteceu durante todo o trabalho em Brasília, na TEIA 2008. Mas prefiro deixar assim, por causa do duplo sentido.

Imagine: Fazer funcionar, além de organizar, uma programação de seis dias de apresentações artísticas, debates, reuniões, palestras e intervenções envolvendo aproximadamente mil e quinhentas pessoas, dando hospedagem, comida, transporte e roupa lavada (esse último é exageiro) para todas elas, precisando ficar "em cima" para tudo acontecer na hora que tem de acontecer. Não é moleza. Se não puder contar com uma equipe altamente capaz e confiável, o bicho pega. Melhor, o bicho pega de qualquer jeito em um evento desse porte. Não dá pra ser diferente.

Acontece que com tantos e tão importantes nomes de patrocinadores, apoiadores e realizadores, só se pode esperar algo surpreendente. Basta descer até o rodapé da página inicial do site da TEIA 2008 e conferir. Dependendo da resolução do seu monitor pode nem caber na tela.

Uma observação: Está claramente exposto que o site foi desenvolvido com Drupal, CMS que conheço, pode-se dizer, razoavelmente bem. Quando vi o site, rapidamente e pela primeira vez, pensei que metade das coisas que estavam acontecendo naquele primeiro dia de trabalho estariam bem mais fácil de ser resolvidas. Me enganei. Mas ainda não é hora de falar do site.

Vale lembrar das primeiras palavras desse post: ... depois de me oferecer descaradamente para trabalhar ... fui convidado a prestar meus serviços ... Sem saber qual seria minha função. Se ainda resta alguma dúvida, explico melhor: Fui com vontade e de peito aberto, pro que desse e viesse (geralmente, falamos "pro que der e vier", mas o evento já passou e sou amigo da língua portuguesa).

Muito bem! Fui nomeado um dos responsáveis pela logística de transporte e hospedagem. Os responsáveis por logística também são responsáveis pela coisa toda acontecer. Daí já viu, né... é tudo por nossa conta mesmo, literalmente.

Fiquei procurando uma forma gentil e honesta para definir aqui como estava a logística de transporte e hospedagem quando eu cheguei em Brasília. Lembro que, quando cheguei, já tinha uns três meses que a galera estava produzindo. A melhor forma que encontrei foi: desinformação total. É de se espantar, eu sei. Imaginem meu espanto, ao ver pessoas tão legais e capazes sem as informações que já deveriam ter a pelo menos um mês antes da minha chegada.

Tudo bem, a gente trabalha com as ferramentas que tem. Por isso, foram dez dias de trabalho, onde os três primeiros foram sem dormir e os outros sete também. Mas demos conta de tudo e a TEIA 2008 foi um sucesso! Não vou relatar todas as reclamações e choramilguelas (existe essa palavra?) que chegaram a mim. Pode parecer que a produção estava despreparada ou que foi ruim, o que é uma mentira absurdamente pré-conceituosa.

Quero mesmo é deixar claro que todos lá "botaram pra quebrar", no melhor sentido que houver na expressão. Aproveito para agradecer algumas delas, que marcaram profundamente a minha temporada, além de serem parceiros dos melhores que possam existir: Marta, Alaor, Débora, Rose, Iuri, Dani, Lucas, Nalva, Thaís, Mel, Mura, Marcelo... e se eu estiver esquecendo de alguém, me lembre com um comentário, que eu edito esse texto.

Quem quiser pode conferir o meu relatório oficial aqui.

Que venham os próximos!

É pra lá que eu vou

Brasília

Mas eu volto!

É que depois de me oferecer descaradamente para trabalhar na TEIA 2008, em Brasília, fui convidado a prestar meus serviços lá. Não sei ainda qual será minha função, mas em um evento enorme como esse não faltará o que fazer, certamente.

Das experiências que tenho, quando se aproxima o início de eventos desse porte é o momento da produção não fazer mais nada da vida senão se desdobrar para ter a realização do evento praticamente tranquila. Então sim'bóra! Torço pra que eu não fique mais magro.

Depois tem mais notícias.

Prelúdio

Atenção orquestra! Afinem seus instrumentos!

Prelúdio

Muito bem, agora todo mundo junto!

Série bem vindo à Sampa #2

Rodrigo Robleño

Rodrigo Robleño

Demorou, mas saiu o número dois dessa série, que é tão importante e marcante para mim. Se você está chegando agora, por favor, leia a número um, para acompanhar melhor. Nessa edição, homenageio a pessoa que viabilizou a idéia inicial: Rodrigo Robleño.

Nossa conversa não foi por telefone, pois o Rodrigo, já tem algum tempo, está viajando com o Cirque du Soleil por esse mundão afora. Mais que merecida a vaga no espetáculo Varekai. Além do cara ser extremamente talentoso, tem um trabalho melhor que excelente. Também foi quem idealizou o MUNDOCLOWN, o primeiro site brasileiro exclusivamente dedicado aos palhaços, desenvolvido por mim.

Esse povo da classe artística, produção... tudo "quebradão". É melhor pedir uma "canja", um artefato empresatado, pra "marcar uma presença", que pedir um tostão. Tá ligado? Também não tem esse papo que por um nome famoso sua estabilidade financeira esteja firmada. E tudo é um risco, por mais acertado que você esteja com seus negócios.

Em que você acredita, você investe. Em quem você acredita também. A própria palavra já credita. Claro que, como todo investimento, você tem o retorno dele. Nem sempre o retorno vem no tempo previsto, mas quando vem e você tem certeza que deu certo, vale a pena. Pode até surpreender.

O Rodrigo não me emprestou grana. Ele investiu tempo e conhecimento, em mim. Dividiu sonhos, vastos, ampliados e futuros.

Nono mês em Sampa. O investimento vai chegando ao fim. O retorno começa.

Um mestre parceiro não tem preço.

Salve Simoninha

Fica aí mais uma dica enviada pela Letícia Araújo, da MiLê Eventos Culturais.

Eu sou fã do Wilson Simoninha. E adoro encontros. Você também pode participar de forma mais interativa, se tiver uma história que envolva música ou o próprio Simoninha, enviando um e-mail pra MiLê. Saiba mais na página do Epaço Cultural Antonio Adolpho.

Ainda por cima, o flyer combina com o Xulispa, nêgo! Gostei. piscadela

Ao ar, ventei

Ventei

Juntei tudo que podia, demorada e custosamente, pra depois desfazer o resto. Calculei exato, em equação inteira, o gosto da umidade. Compartilhei a temperatura de meu corpo, suei quando estava frio. Sem segundas intenções. Só queria plainar. Por qualquer quantidade de tempo que fosse, desde que íntegro, fosse. Mesmo sabendo dos fatores que interferem diretamente no eu inteiro, limpo e puro, me soltei.

Expira... inspirei.

Árvore, por favor, multiplique-se. Quero mais de você. Deixe a timidez de lado e apareça mais. Não tem pulmão, nariz, roupa larga, nem pele macia que me aguente. Só folha que me entende. Ela que me massageia, me limpa, saboreia. Tudo bem que se eu não peço, ela não me norteia. Fica quieta, na sua. Mas é a única que sempre me espera e sofre quando uma mão diferente da minha mexe com ela. Sofre tanto que diminui de quantidade, de tamanho. Eu também acabo sentindo com isso, pois esbarro em motocicleta, semáforo, coração despedaçado, pilastra.

Do céu, saltei. Ao ar, ventei. Não tem como ser de outro jeito, meu bem. Sou instável, impalpável. Dependo de uma série de situações para estabelecer qualquer definição. Mesmo assim, cada esquina sou diferente. Meu humor incontrolável, é meu adorável, amor. Minha capacidade é infinita. Assim, de brincadeira, bagunço seu cabelo, levanto sua saia, tiro o seu chapéu e na sombra lhe faço frio. Sem pensar duas vezes. Na maior sem vergonhice. Só peço que não me irrite. Posso levar a sério e secar. Terá dificuldade de respirar. Posso realmente me descontrolar. Trazer a terra pro mar.

Considere. No espaço, sou rei.

Mas não pense que eu sou sempre assim. Tenha certeza. Também não tente mudar o que a natureza fez. Me respeite. Antes que qualquer coisa existisse, lhe respeitei. Disso, nunca deixei. Parei e lhe proporcionei, completo, uma necessidade do seu corpo. Sem pedir nem querer nada em troca.

Inspira... soprei.

O que faço, é a única coisa que sei. Com todos eu troco, porque diferente disso, não farei. Demorei, mas percebi que quando volto a um lugar pela segunda vez, me alterei. Natural. Ser de outro jeito, não sei. Até mesmo se quiser me preservar num pote, igual, nunca serei.

Na hora em que tudo estiver organizado, esclarecido e livre de conceito equivocado, não me avise. Perceberei. Sentirei, a cada mutação minha, a percepção sua. Incluso vice e versa. Completo, refiz o início.

Espirra... Saúde.

Na foto, Deby, que gentilmente cedeu a imagem.