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Olá!

Seja bem vindo(a) ao Xulispa, nêgo!
o site/weblog do Leonardo Silva.



Por que Xulispa? Estava o Léo e sua cabeleira eriçada passeando pelas ruas de Coronel Fabriciano quando grita o menino surpreso: "Xulispa, nêgo!" - Foi o suficiente para virar um apelido carinhoso. Se você nunca ouviu falar nessa pessoa chamada Leonardo Silva, melhor começar clicando em "quem?", <- aqui ou no menu de navegação ao topo ^. Este site foi desenvolvido para mostrar os trabalhos desenvolvidos por ele - o Léo, assim como seu histórico profissional, notícias, fotos, vídeos, entre outras coisas. Aliás, mais outras coisas. Geralmente, você encontrará os textos escritos em 1ª pessoa, pois é o próprio Leonardo quem fez e mantém este site. Sugestões de assuntos para serem abordados, críticas, opiniões, também são muito bem vindos. Para isso basta entrar em contato ou se preferir, envie um e-mail para xulispa@xulispa.com.br. Não deixe de conferir as outras áreas do site. Comente, deixe um recado no mural, envie por e-mail as coisas que gostou, vote nas enquetes, sinta-se em casa.


Um abraço cordial.



Edital de Pontos de Cultura de Minas Gerais - 2009

Para o pessoal das Minas Gerais, ainda é tempo.

Inscrições até 20 de março. Este Edital tem por objetivo apoiar, por meio de repasse de recursos financeiros do Programa Mais Cultura - Pontos de Cultura, projetos de instituições da sociedade civil sem fins lucrativos, de caráter cultural, ou com histórico de atividades culturais; instituições que atuem na produção artístico-cultural há pelo menos dois anos, contribuindo para a inclusão social, a construção da cidadania, seja através da geração de emprego e renda, seja por meio de ações de fortalecimento das identidades culturais.

Saiba tudo neste link aqui.

Guia do sexo

Taí... um SPAM que eu não pude deixar de compartilhar:

Começa com o rementente: "@cresce". Tem tudo a ver com o início do sexo e alguns meses depois que acontece.
Lá na roça a gente sempre pulava a cerca para roubar goiaba e nunca era descoberto.
Nunca imaginei que sedução tinha Bíblia. Imagino o coordenador de uma orgia dizendo "Meteu uns cinco... ver seu c..." enfim.
Nem sabia que lidar com mulheres era arte. Pra mim, sempre foi natural.
Pênis tem segredo? Deixa eu perguntar pro meu. É... não respondeu.
Ginástica do prazer! Vamos transar na academia, gente!
Pompoarismo é só pra ter uma palavra bonita no meio disso tudo.
Cantada infalível deve ser do tipo aquela: "Aí mina! Seu pai é um pirata? Ele tem um tesouro em casa!"
Cara metade deve ser aquele personagem do Batman.
Sexo e Amor não é uma música da Rita Lee com o Arnaldo Jabor?
Orgasmo feminino desvendado... É, tenho quase certeza que alguns estão mais para "forçados". Ou seria "forjados"?

Vai entender essa besteira toda...

Como diz o velho deitado...

... não vou levantar hoje não!

 

E ainda tem gente que ri disso. Rá!

Dica de show: Suite

Sexta feira 13 está chegando e você está cansado de repetir o filme de terror? Pois aqui vai uma dica bacana, de um show inusitado e despretencioso. Eu sei que restaurantes costumam desviar a atenção, mas é só deixar pra comer antes ou depois da apresentação.

Matemática moderna

Caixa Registradora

Recebi por e-mail, da minha amiga Priscila Patta. O assunto veio como "Relato de uma professora de matemática". Pode até ter sido mesmo um relato de uma professora, mas eu acredito que foi uma brincadeira bem humorada de alguém insatisfeito, porque analisando bem, não se aplica somente à matemática. O texto é o seguinte:

Semana passada comprei um produto que custou R$ 1,58. Dei à balconista R$ 2,00 e peguei na bolsa 8 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar R$ 0,50 de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender.

Por que estou contando isso? Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática de 1950

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda.
Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática de 1970

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00.
Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática de 1980

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática de 1990

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00

6. Ensino de matemática de 2000

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
O lucro é de R$ 20,00.
Está certo?
( ) Sim ( ) Não

7. Ensino de matemática de 2009

Um cortador de lenha vende um carro de lenha por R$ 100,00.
O custo de produção desse carro de lenha é R$ 80,00.
Se você souber ler marque um "X" no R$ 20,00:
( ) R$ 20,00 ( ) R$ 40,00 ( ) R$ 60,00 ( ) R$ 80,00 ( ) R$ 100,00

...

Ainda é perigoso alguém não saber a resposta.

 

Peça ajuda ao filho

Sabe aquele show ao ar livre, gratuito, imperdível, tão lotado que você quase não consegue ver o que está acontecendo no palco e quer registrar esse momento histórico? Poisé, ninguém melhor que seu filho para ajudar.

Aposto que ele vai adorar dar essa força!

A foto foi copiada sem pedir licença do Hein?!?

Oficina de construção e manipulação de bonecos

Super! Chegou pra mim em cima da hora e por isso estou publicando em cima da hora também. O Catin Nardi, diretor da Cia Navegante - Teatro de Marionetes está ministrando uma oficina em Uberaba, MG. Acho que ainda dá pra participar dos outros dias. Aproveite!

Pra ela(s)

eu gosto tanto dela(s)
ela(s)
bela(s)
me deixa(m) sem rumo
mesmo que eu não esteja ali

de tanto ver novela(s)
eu pensei
que ela(s)
fosse(m) um tipo
cinderela(s)
que me mostraria(m)
um pouco
talvez muito
mais de mim

não é conto de fada(s)
ela(s)
minha nossa
amada(s)
fica(m) sempre
mal humorada(s)
todo mês
sempre tarada(s)
se eu a(s) deixo
apaixonada(s)
com carícia(s)
beijo(s)
língua(s)
uma delícia
mas tem vez(es)
que não
é assim

prefiro sim
mostrar pra ela(s)
o quanto fico
tão sentido
quando ela(s)
por algum motivo
não pode(m)
me acompanhar
nesse poema
nesse jantar
de carne de panela
com mesa a luz de vela(s)
que eu carinhosamente
preparei
pra ela(s)

...

Mulher, parabéns pelo seu dia!

Lei Rouanet, de tão pesada a porca já não anda

Fiz questão de deixar igual de onde foi retirado. Artigo de Carlos Henrique Machado Freitas publicado no site Cultura e Mercado.

Mergulhada nas trevas percentuais, a Lei Rouanet perdeu a luz. Seqüestrada pelo pensamento miúdo da metafísica, seu caráter de sustentação se diluiu em meio a números e planilhas atadas à teia burocrática e empresarial, desautorizando a arte como elemento de caráter político-social.

Hoje, a lei encontra-se vulgarizada e jogada meio a ações de sacrifício comercial, chamado “terceiro setor”, comandado pelo esoterismo sociocultural dos nossos Lobsang Rampas da terceira visão econômica, que andam a levantar pirâmides do Egito para se eternizarem como múmias faraônicas nessa babilônia suspensa nos jardins da Lei Rouanet.

Se, em seu caráter primário, a Lei, tem legitimidade por ser sustentada pela sociedade, por outro lado, a mesma sociedade não a reconhece mais como mecanismo de suporte de uma arte livre que reproduza as demandas críticas à mesma.

A sociedade não enxerga mais a lei como uma mola propulsora de um sistema cooperativado, suas ações não se encontram mais no terreno comum e atendem tão somente demandas institucionais de empresas e seus lógicos cartéis que a emolduraram em um anti-sistêmico neo-aristocratismo.

O MinC não sabe mais como caminhar nesse terreno espinhoso entre as duas velas que acendeu, pois, ao mesmo tempo em que discursava para os “Planilheiros Reducionistas” com promessas meramente corporativas e cantava em coro para os descontentes das correntes sintéticas, a música “No woman, no cry”, por outro lado a sociedade, pacientemente esperava a quebra de paradigmas tão anunciada que não veio. E aí, o Povo, fez linha de impedimento adiantando a defesa.

Hoje podemos identificar as politicas culturais do MinC como “o voo da galinha dos ovos de ouro” e, por conseguinte, os filhos dessa chocadeira do Estado, como os “pintos de ouro” o Jetset do pensamento superior. Essa gente, assim tão culta produz centenas projetos que não duram mais do que um final de semana em alguma paradisíaca  estância turistica e não passam de um grand slam do carnaval cultural fora de época. Gente que tenta provar, por A mais B, que ovo tem pelo, ao menos o de Colombo. E ainda dá o nome de “responsabilidade social”. E tome nomenclatura!

Esses furos n’água são feitos por empresas produtoras e capatadoras de recursos que vendem grilo manco como se fosse Saci e adaptam pedalinhos em vitória-régia para vendê-la como atrativo turístico na lagoa Rodrigo de Freitas ou na baía da Guanabara “amazônica”. Como trilha sonora, o som de uma rumba. E, servida em bandeja de prata para o turista “neoingles’, não poderíamos esquecer da, quase reedição do pequeno jornaleiro em projetos de inclusão social.

Isso é o retrato de uma política de cultura temperada com pimenta do reino, no passinho manso de um bem comportado corredor cultural que faz a sua seleção, antes pelos corredores das empresas e, ao restante que não segue  a “Teoria do Medalão”, um corredor polonês.

O que mais se parece com o MinC? Não são as fundações, as ongs, as entidades corporativas, as produtoras, as patrocinadoras e seus derivados?

Por que, então apedrejam o MinC, se tais instituições são filhas legítimas desse pensamento constituido e gerado no ventre do próprio, onde se jogou numa mesma assadeira uma massa que, na imensa maioria dos casos, sola diante do calor da fornalha da sociedade, num choque térmico?

Os neocons da “cultura de murici” estão empregnados no Estado, no governo e na estrutura privada que, por sua vez, abraça  a grande massa de recursos provenientes da leis de incentivo.

Em nenhum desses ambientes em torno da cultura brasileira há qualquer sentido de pacto federativo, há sim uma busca por metas que fazem da arte um broche qualquer pendurado em taiês e blazers presentes em jantares, reuniões e coquetéis.

Essas políticas de cultura, em síntese, vivem de um “Labirinto da saudade”, dos Poseidon’s de Abrantes  da década de 60, forjada pelo ambiente de patota que nega o passado e o futuro e abre campo para um “gran-finale pós-moderno”. Um produto que praticamente engloba todos os sentidos de plasmados projetos culturais do terceiro setor que se esbalda no beco das garrafas com rótulo de “Um bancão e um violão”, num colorido desbotado sem as curvas do nosso tempo, um tropicabossalismo boçal e cizudo, que vive de pijama e que hoje é síndico da Duvivier.

Não há nada de cientifico neste ambiente, nada que transcenda os limites da vulgaridade, do empacotamento reciclado da memória induzida. Esse embute mecanicista achou mesmo que, vencendo seu adversário, levaria o campeonato e fundaria uma torcida e que, na base do WO, venceria a própria sociedade.

A  Mediocridade de sucesso passa léguas do magnético e conteporâneo samba de roda, esses que convocaram os tambores  brasileiros para um revolução no Cacique de Ramos, os mesmos tambores que Mário de Andrade, com muita propriedade citou em seu livro, “Música de feitiçaria no Brasil”, e aconselhou nossos doutores a ouvirem a genialidade de Mano Elói em seu disco “Cantos de Macumba”. Uma estética  erudita de um Brasil africa- ameríndio e mestiçado em sua arte. Na realidade, Mário de Andrade trabalhou para que incorporássemos na leitura orquestral um desenho contextualizado, com frações e texturas melódicas, harmônicas e ritmicas, já que as amarras da liturgia de leitura gringa, fardada de verde oliva, não tinham mecanismos para tal.

Esse extra-sensorial de almeida, primo-irmão do sobrenatural de Nelson Rodrigues, não detctável pelos cabeças de planilha da MBA cultural  é mesmo uma teoria bronca para quem trata as questões culturais do Brasil com o limite de suas apostilas. Na arte eles são os eternos teóricos da lei de Darwin que devem estar se olhando demasiadamente em espelhos e vendo refletidos os seus macaqueamentos cotidianos  se despentearem ante as nossas realidades.

Eles gostam de inventar o inventado do imprevisivel combinado no ringue do telequete cultural, no eterno improviso de escalas combinadas de Berkeley’s, distante da métrica cadenciada do bailado das gafieiras.

A imagem da Lei Rouanet hoje para os milhares de artistas não cooptados e que usam a arte e não a chalaça para se expressar, é de uma máquina de moer sonhos, um brochante chá das cortes dos amantes do universalismo de transatlântico que evocam a literatura de outras causas numa liberdade de portos seguros, do turismo vigiado pela  milícia das ilhas gregas brasileiras, com seus manuais de proprietários debaixo do braço.

Estas causas poucas de si mesmo, que mapeam seus universalismos com seu descricionário e diletante sentido de universal, pois nunca quiseram universalizar a miséria e a fome. Delas, como não podem extrair a carne gorda, arrancam o couro para servir de tapete em seus ranchos abduzidos na grilagem pela lei da selva capitalista.

A lei hoje é este apanhado de interesses escusos de nobreza requentada pelos aportes do mecenato. Um turfe de burros empacados e touros sentados em penicos de ouro. Um mar de inércia e  hiprocrizia democrática.

A Lei Rouanet agora vai entrar na faca e com risco de virar um Frankenstein pelo MinC, pior, na hora de remontar a lei, vai sobrar parafuso pra todo lado. Acho mais prudente um spá e todas as técnicas de lipo, pois sabemos que este “fenômeno” de financiamento de cultura, gordo como está, serve apenas para levar chapéu de francês em orquestras em Sao Paulo  e em cursos de verão na Bahia e ainda sair vaiado pela própria torcida depois de uma chinelada histórica.

Estás com sono?

Criatividade para o tempo

Está cansado da monotonia e não sabe o que fazer? Criatividade na cabeça!

Pode não dar em nada, mas alguém em algum lugar do planeta vai achar interessante.