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Jornalismo

Cultura e Mercado

Cultura e Mercado é um blog coletivo que funciona como uma rede de informação sobre políticas culturais. Com jornalismo crítico e investigativo, faz análise, acompanhamento e proposição de políticas para a cultura há mais de 8 anos.

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Concurso Universitário de Jornalismo CNN - 4ª Edição

Se você é estudante de jornalismo, não pode perder essa. Recebi a dica pela Francine, da Salem Gerrilha.

O Concurso Universitário de Jornalismo CNN é um concurso nacional de cunho cultural, promovido pela Turner International - e aberto exclusivamente a estudantes de jornalismo. O tema deste ano é a "Socialização por meio da arte" e o objetivo é incentivar o desenvolvimento do talento dos participantes e premiar o seu desempenho na elaboração de matérias jornalísticas televisivas.

O autor do melhor trabalho vai ganhar uma viagem para Atlanta para conhecer os estúdios do canal e ainda vai ter sua matéria exibida em rede internacional pela CNN.

As inscrições para a 4ª Edição estão abertas até o dia 23 de junho de 2008.

Confira o regulamento: www.concursocnn.com.br

DUO Informação e Cultura

A DUO Informação e Cultura, com sede em Belo Horizonte/MG, trabalha com consultoria, planejamento e gestão para instituições e ações culturais, no desenvolvimento de políticas, programas e projetos para empresas, órgãos e entidades que desenvolvem ações nas áreas de cultura e responsabilidade social. Atua na formação e qualificação do profissional do setor, além da disponibilização de informações aplicadas à área.

http://www.duo.inf.br

Produtores do filme "Chatô" terão de devolver recursos à União

guilerme

O título acima é o original, publicado na Folha Online, ontem, 22/02/2008. Agora é apoiar a devolução, mais que justa. O que não sabemos é como vai proceder isso. É Guilherme... se f... ...

Os produtores do filme Chatô, o Rei do Brasil terão de devolver os recursos públicos tomados para a realização do longa-metragem, que nunca estreou. A decisão é da Controladoria-Geral da União (CGU), que concluiu a análise do processo instaurado pela Agência Nacional de Cinema, apontando "irregularidade" nas contas. A devolução terá de feita pelo ator Guilherme Fontes e sua mãe, Yolanda Machado Medina Coeli, sócios da Firma Guilherme Fontes Filme Ltda. A CGU informa que os dois devem aos cofres públicos R$ 36.579.987,99, valor atualizado até 28 de fevereiro de 2006.

Em 1995, a empresa captou recursos para produzir Chatô, o Rei do Brasil, mas o filme até hoje não foi concluído. O parecer da CGU sobre a tomada de contas especial deverá ser enviado nos próximos dias ao Ministério da Cultura para conhecimento do ministro Gilberto Gil, que em seguida o encaminhará ao Tribunal de Contas da União.

Segundo a CGU, a devolução dos recursos deve ser feita devido ao não-cumprimento do objeto do contrato. Os recursos para a produção do filme, à época R$ 8.641.000,00, foram captados por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rounet) e da Lei do Audiovisual.

Com a transferência da Secretaria de Audiovisual do Ministério da Cultura para a Ancine, ainda em 2002, a empresa Guilherme Fontes Ltda. solicitou um novo prazo para a conclusão do filme, até 2005. A agência negou a prorrogação do prazo, pois a empresa queria repassar a responsabilidade da execução do projeto para outra produtora.

POLÊMICA - Artistas temem dividir recursos com igrejas

Notícia publicada no www.culturaemercado.com.br

28/05/2007 Carlos Minuano

A classe artística e grande parte do setor cultural, depois da polêmica criada recentemente com a Lei de Incentivo ao Esporte, teme agora ter que dividir recursos com as igrejas. A ameaça vem de um Projeto de Lei que tramita no Senado que propõe incluir os templos religiosos entre os beneficiários da Lei Rouanet de incentivo à cultura. Para o autor da matéria, o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), as religiões e seus templos devem ser reconhecidos como elementos do patrimônio cultural. Crivella é sobrinho de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus.

A controvérsia espalhou-se rapidamente na internet por meio de diversos textos de protesto que rechaçam a idéia do senador, e ainda na forma de uma petição eletrônica endereçada ao Congresso pleiteando que a Lei Roaunet continue a ser usada em favor da cultura brasileira e não para “trampolinagens pseudo-religiosas”, conforme argumenta o documento que já teve a adesão de milhares de pessoas. Se o projeto for aprovado, prossegue o texto, “templos de qualquer natureza ou credo religioso, também poderão ser beneficiados”.

Procurado por esta reportagem, Crivella por meio de sua assessoria, afirmou que a emenda apenas sugere uma alteração conceitual. “A religiosidade também é uma manifestação cultural, o texto propõe esse reconhecimento”, observou um assessor que não concordou em ser identificado. O senador, no entanto, parece esboçar um recuo ao pedir atenção para um detalhe do texto que, segundo ele, especificaria que os recursos apenas poderiam se utilizados em templos do século passado, tombados como patrimônio histórico.

Para a classe artística a defesa apresentada pelo político é uma forma de camuflar a verdadeira intenção. “O que o senador Crivella quer é um absurdo, se fosse realmente para preservação de patrimônio histórico então não seria necessário, já está na lei. Claro que a intenção é de abrir uma brecha”, ressalta Jô Soares. Ele aproveita para reclamar da falta de políticas que tornam o setor cada vez mais vulnerável. “Apesar do Ministério da Cultura estar sob a direção do [Gilberto] Gil, um dos maiores artistas brasileiros, e meu amigo, a atenção dada ao teatro e à classe artística é muito pequena”.

Outra voz indignada com o projeto do senador Crivella é a do ator e autor Juca de Oliveira. Ele observa que os recursos da Lei Rouanet são atualmente insuficientes para as demandas da cultura, e adverte para a as graves mazelas do setor. “Bibliotecas estão sucateadas, obras de arte encontram-se abandonadas em porões de museus, por falta de recursos para recuperação, jovens não conseguem realizar seus sonhos, não me refiro apenas ao teatro, mas à dança, à música e a outros meios de expressão artística, ainda assim o senador quer dar uma ‘mordidinha’ na Lei Roaunet”.

O senador Crivella procura justificar sua idéia afirmando no texto do Projeto de Lei que “nada expressa melhor a formação da cultura brasileira que o caldeamento das diversas religiões, seitas, cultos e seus sincretismos, que, durante séculos, moldaram o processo civilizatório nacional”. Por meio de seus assessores afirma ainda que os recursos seriam provenientes do mecenato, e que, portanto, não disputariam com a cultura. Para o produtor artístico Nilson Raman, o argumento só indica outro obstáculo a ser enfrentado: as distorções da Lei Roaunet. “Ela foi criada em um tripé: Fundo Nacional de Cultura [FNC], para os projetos que não tem visibilidade comercial; Mecenato para parcerias público-privadas e o Fundo de Incentivo Cultural à Arte [Ficarte], para atender grandes produções. Apesar disso, todos ficam no Mecenato, parece que só existem recursos do Mecenato”. O Projeto de Lei do senador Crivella aguarda para ser votado no plenário do Senado, se for aprovado segue para a Câmara, segundo informações da Subsecretaria de Comissões Permanentes do Senado.

Descoberta

estrelas.jpg

a professora sempre disse
que sou inteligente.

ontem,
antes de dormir,
fiz uma descoberta incrível!

descobri o que ninguém
ousou ainda descobrir.

descobri as nuvens
do céu
e me cobri
inteiro de estrelas.

- publicado no caderno "folhinha" do jornal "folha de são paulo" em 24/01/2004 -